Este espaço é para registrar minhas opiniões e sugestões sobre livros, quadrinhos, séries, filmes e o que mais me der na telha. Não sou o dono da verdade,
o que está escrito vai muito do meu gosto e do meu ânimo, nem sempre vocês concordarão, mas e daí? Um debate sempre é saudável.
Meliantes de plantão, este post é especial, vou falar muito pouco e mostrar muito (com todo o respeito, meninas...), recebi de um amigo meu que administra um site pornô, (não vou citar nomes), um arquivo que, imagino, vai fazer muito sucesso principalmente com os designers e ilustradores de plantão. Podem ficar tranqüilos, que não é do acervo do site dele...
Aqui tem uma pequena leva de cartazes de filmes antigos, alguns clássicos, outros curiosos, alguns difíceis de ligar o nome a pessoa mas todos que valem a pena uma conferida.
Marilyn Monroe, Gene Kelly, Clark Gable, Grace Kelly, Burt Lancaster, a turma toda está presente.
Alguns filmes já foram comentados ou mencionados em outros delitos do Beco.
Esta é só a primeira parte! Ainda tenho mais alguns para mostrar, mas vou guardar para a semana que vem.
Por várias razões, tive que ficar escondido algum tempo, e o Beco do Crime ficou mais calmo, um lugar civilizado e adequado para os fracos... Mas, já estou de volta. E a paz acabou! O post desta vez serve para mostrar que o Beco do Crime é um lugar bem eclético, que dá espaço para todo tipo de filme, desta vez, estou abrindo espaço para um musical. Mas nada daquilo meloso, tipo Moulin Rouge ou Chicago, o negócio aqui é outro. O negócio é Rock and Roll!
O filme se chama Ruas de Fogo, é uma produção de 1984, dirigida por Walter Hill e promovida como uma fábula Rock & Roll. (antes que me apedrejem, eu sei que fábula é uma narrativa alegórica, em forma de prosa ou verso, onde animais com características humanas como personagens principais, sustentam um diálogo, cujo desenlace reflete uma lição de moral, também não concordo muito com a promoção, mas fazer o quê...). A partir de uma mistura de comédia, drama e ação, com um visual retro e roupas de couro (anos antes de Matrix), o filme não foi um grande sucesso, nem de público, nem de crítica... Mas merece espaço no Beco pela ótima trilha sonora! A história é simples: Ellen Aim, interpretada por Diane Lane, é a cantora da banda “Ellen Aim and the Attackers” e após um retorno triunfal para um show em sua cidade natal é seqüestrada por uma gangue de motoqueiros, the Bombers, liderada por Raven Shaddock (Willem Dafoe, este mesmo que vocês estão pensando, o Duende Verde, Nosferatu e outros) logo que termina a primeira musica do show, Nowhere fast. Este ato vil (boa essa, hein?) é testemunhado pela amiga Reva Cody (Deborah Van Valkenburgh), que logo liga para seu irmão, um mercenário e ex-namorado de Ellen, Tom Cody (Michael Pare, o ator de uma expressão só, o cara é capaz de entrar numa briga, apanhar e sair com a mesma cara). Com a ajuda de uma ex-soldado, McCoy (Amy Madigan), e do agente e a atual namorado da cantora, Billy Fish (Rick Moranis), o grupo parte para o resgate. No fim do filme Tom enfrenta Raven numa luta ao pôr do sol, numa referência clara aos faroestes. O filme ainda apresenta carros tunados, beijos na chuva, néons, trens na noite, perseguições de carros, brigas de gangue, e muito rock.
O grande barato do filme, como já disse antes, são as músicas. Durante a jornada em busca de Ellen, Tom e seus aliados encontram várias bandas que cantam durante o filme, quase como em um filme da Disney. A mais conhecida delas é “I can Dream about You” de Dan Hartman. Ainda dão uma canja no filme nomes como Ry Cooder e Jim Steinman. Uma pequena curiosidade, o nome do filme veio da música Strees of fire de Bruce Springsteen, que os produtores pensavam em colocar Ellem Aim cantando no fim do filme, mas quando Bruce soube que a canção era para outro vocalista, não permitiu o seu uso. Ellen Aim termina o filme cantando “Tonight is what mean do be young”. Para quem não viu o filme ainda, vale a pena uma olhada e uma escutada. Aí embaixo está lista de música do filme (todas elas podem ser encontradas na web), além, é claro, do trailer e de Ellen Aim and the Attackers cantando “Tonight is what mean do be young”: 1. Fire Inc. - "Nowhere Fast" 6:02 2. Marilyn Martin - "Sorcerer" 5:06 3. The Fixx - "Deeper and Deeper" 3:45 4. Greg Phillinganes - "Countdown to Love" 3:00 5. The Blasters - "One Bad Stud" 2:28 6. Fire Inc. - "Tonight Is What It Means To Be Young" 6:58 7. Maria McKee - "Never Be You" 4:06 8. Dan Hartman - "I Can Dream About You" 4:07 9. Ry Cooder - "Hold That Snake" 2:36 10. The Blasters - Blue Shadows 3:17
Esta semana tem post! Bom, este post era para sair semana passada, eu até comecei a escrever mas fui contratado para um arrombamento rápido e tive que atrasar um pouco. O delito desta semana começa com uma história: há um tempo atrás, vi o filho de um conhecido trepado em uma árvore, e brinquei com o moleque: fala aí, Tarzan! A resposta do garoto: Não, não! Eu sou o Eduardo...
Fiquei com isto na cabeça... a garotada de hoje não sabe quem é Tarzan... Mandrake... Flash Gordon... E agora, com o Beco do Crime, surgiu uma oportunidade de resgatar um herói da minha infância. E talvez, apresentá-lo a outros que ainda não escutaram falar do Rei das Selvas. Tarzan, criação do escritor Edgar Rice Burroughs, apareceu pela primeira vez no romance Tarzan of the Apes, de 1912. Na imaginação de Burroughs, Tarzan, apesar de filho de britânicos, cresceu na África, onde foi criado por macacos "mangani" após a morte de seus pais. Nascido John Clayton III, e de sangue azul, (por nascença, Tarzan é o Lorde Greystoke) recebeu este nome, que significa Pele Branca, dos macacos que o adotaram,. A história de Burroughs pode ser vista como uma adaptação moderna da tradição mitológico-literária de heróis criados por animais. Um dos exemplos mais conhecidos é a dos gêmeos Rômulo e Remo, que foram criados por uma loba e posteriormente fundaram Roma. Segundo Burroughs (o carinha aí da esquerda), a lenda de Tarzan começa na primavera de 1888, quando John Clayton, Lorde Greystoke, e sua esposa, Lady Alice, partem no navio Fuwalda para a África, em missão diplomática. Durante a viagem, a tripulação do navio se amotina contra o cruel capitão e o casal termina por escapar vivo devido a coragem e senso de justiça de Lorde Greystoke que em uma briga a bordo, fica do lado dos tripulantes, mas mesmo assim são abandonados numa região selvagem da costa da África. Lá, Lady Alice dá a luz a seu filho, o pequeno John Clayton, mas um ano após o parto, morre enquanto dorme e deixando a cargo do pai a tarefa de cuidar do pequeno bebê. Numa tarde o acampamento onde moravam é atacado por macacos, e no confronto com os símios, Lorde Greystoke termina falecendo. A criança, então, é adotado e criada por uma macaca. Durante a infância e adolescência, Tarzan acredita mesmo ser um macaco, e sofre por ser diferente dos outros. Mas, após várias brigas para ser aceito, ele torna-se líder da tribo, após confrontar e matar o líder anterior, que havia assassinado sua mãe adotiva. Mais tarde, encontra um grupo de pesquisadores americanos deixados na costa por marujos amotinados (aparentemente, era uma tradição do local...) e descobre então que não é um macaco. Tarzan trava amizade com o grupo, e conhece Jane Porter, filha de um professor americano. Com este grupo Tarzan aprende a falar inglês e começa a ler e a conhecer os princípios da civilização. Por coincidência (e recurso dramático de Edgar Rice Burroughs, é claro), no grupo encontrava-se seu primo, William Clayton, que havia herdado o título de Lorde Greystoke, e está para se casar com Jane, que tinha conquistado o coração do jovem das selvas. Tudo isto ocorre no primeiro romance do personagem e no final deste livro, Tarzan renuncia ao amor de Jane e ao título, por acreditar que ambos estariam melhor com o primo. Somente no romance seguinte, The Return of Tarzan, de 1913, o casal passa a viver junto. Dezoito livros de Tarzan foram publicados no Brasil a partir de 1933, na lendária coleção Terramarear. As traduções foram feitas por importantes escritores, como Monteiro Lobato, Godofredo Rangel, Manuel Bandeira e outros. Na década de 1970, oito volumes desta coleção foram relançados, com capas de Burne Hogarth (Os desenhos de Hogarth são simplesmente sensacionais, ele assume os desenhos do personagem, substituindo Harold Foster – de Príncipe Valente -, e demonstra estar a altura do trabalho). Os livros são: Tarzan of the Apes – 1912 The Return of Tarzan - 1913 The Beasts of Tarzan - 1914 The Son of Tarzan - 1915 Tarzan and the Jewels of Opar – 1916 Jungle Tales of Tarzan - 1917 Tarzan, The Untamed - 1919 Tarzan, The Terrible - 1921 Tarzan and the Golden Lion - 1922 Tarzan and the Ant Men - 1924 Tarzan, Lord of the Jungle - 1927 Tarzan and the Lost Empire - 1929 Tarzan at the Earth's Core - 1930 Tarzan, The Invincible - 1930 Tarzan Triumphant - 1932 Tarzan and the City of Gold - 1932 Tarzan and the Lion Man - 1933 Tarzan and the Leopard Men - 1935 Tarzan's Quest - 1935 Tarzan, The Magnificent - 1936 Tarzan and the Forbidden City - 1938 Tarzan and the Foreign Legion - 1947 Tarzan and the Madman - 1964 Tarzan and the Castaways - 1965 Estes são os romances do personagem, mas o que tornou Tarzan popular foram os filmes e as séries e as versões para quadrinhos. O primeiro Tarzan do cinema falado (o personagem começou no cinema mudo, sem o grito...) foi também o mais famoso: o nadador estadunidense Johnny Weissmuller, que encarnou o herói em doze filmes. O refinado lorde dos livros foi transformado por Weissmuller em um selvagem que conseguia apenas grunhir e emitir frases monossilábicas, do tipo "me Tarzan, you Jane" (que ele, a bem da verdade, nunca disse. O que ele disse no filme Tarzan, O Filho das Selvas/Tarzan The Ape Man foi, simplesmente "Tarzan... Jane", apontando para si mesmo e depois para Jane Porter). O nadador também foi o primeiro a emitir, o famoso grito de vitória de Tarzan. Esse grito, que seria reproduzido por todos os outros Tarzans não passava de uma hábil mixagem dos sons de um barítono, uma soprano e de cães treinados. (esta eu não sabia, imaginei que o cara tivesse um bom pulmão, mesmo...) Nos livros, Tarzan e Jane são pais do menino Korak, que chega à idade adulta nos romances finais. Mas no cinema por problemas de censura, afinal Tarzan e Jane não são casados, os dois “adotaram” uma criança, Boy. A filmografia de Tarzan é vasta, e junto com as séries de tv (a grande maioria ainda em preto e branco), chegam quase a 100 filmes. Merece destaque também o filme Greystoke: The Legend of Tarzan, Lord of the Apes de 1984, que lança para o estrelato o “highlander” Christopher Lambert, em uma versão bem realista, apresenta um Tarzan mas condizente com a realidade, nada dos personagens “bombados” que costumava aparecer nas séries, o trailer está aí embaixo para quem não conhece.
Tarzan apareceu, também, em um desenho animado de muito sucesso nos anos 80 na televisão (de vez em quando alguém ressucita esta série na tv, o último foi o SBT) e foi revisitado em 1999 pela Disney, com um visual idêntico ao tenista Fernando Meligeni, neste desenho alguns fatos tiveram que ser alterados. Por exemplo, no original o pai de Tarzan era morto por um gorila. Isto foi mudado, em reconhecimento ao fato cientifico de que gorilas nunca são violentos. Assim, o pai de Tarzan foi morto por um leopardo. E, graças à liberdade dada pela animação, este foi o primeiro filme a apresentar o personagem do mesmo modo que Burroughs o havia escrito, um homem que utiliza os movimentos de gorilas, leopardos, serpentes e diversos outros animais. As versões mais populares do personagem no papel, foram mesmo nos quadrinhos, em tiras dominicais e álbuns, primeiro desenhado por Harold Foster, como já disse antes e depois, a partir de 1947, substituído por Burne Hogarth, o maior ilustrador do herói. Influenciado por Michelângelo e pelo expressionismo alemão, Hogarth utilizou seus conhecimentos de anatomia para mostrar uma explosão de músculos, um turbilhão de movimentos, paisagens atormentadas mas vibrantes, selvas fantasmagóricas e raízes com formas monstruosas (eu tenho um destes albuns de Burne Hogarth, posso dizer que o trabalho do cara é algo fora de série, se ainda lembrarmos que o cara fez isto na década de 50, sem photoshop e cia., é de tirar o chápeu e reverenciar) O personagem ainda teve vários encontros com outros personagens do cinema e quadrinhos, como Batman, Superman, e até mesmo o Predador e Alien... algumas histórias bizarras que com certeza variam Edgar Rice Burroughs se revirar no tumulo, a última loucura, foi quando tentaram transforma-lo num motorista de táxi, em Nova York! Nesta série de tv, Jane era uma policial do NYPD, ô troço, esdrúxulo... Fica aí um sugestão, o material é bom, (excetuando os modernismos, é claro) se acharem algo para vender (livro, revista, filme...) podem comprar sem medo.
Bem galera, eu posso atrasar um pouco, mas estou tentando acertar isto... Tenho ficado acordado até tarde fazendo pesquisas para o Beco e e descobri que dormir tarde tem suas vantagens. Normalmente você não acorda cedo no dia seguinte (ou pelo menos não quer acordar...). Além de ser muito mais tranqüilo para trabalhar, os grandes crimes são cometidos na madrugada. Tenho zapeado bastante, mas a net tem trezentos e cacetada canais e pouca coisa que se salva... mas de vez em quando, você termina pescando alguma coisa que preste. Desta vez, eu "reachei" este programa...
Você já imaginou duas celebridades se pegando num ringue, sem regras, até morte? Já pensou, por exemplo a Madonna lutando com a Britney Spears? Tom Cruise contra Bruce Willis? Pois fique sabendo que alguém já pensou nisto. E o melhor de tudo, Eric Fogel e a MTV tornaram este sonhos realidades com Celebrity Deathmatch!
Feitos como animação de massinha, os episódios mostram as celebridades provocando umas as outras e brigando em um ringue de luta-livre, com muito sangue e uma excessiva quantidade de danos físicos (decapitação, empalamento, desmembramento e por aí vai...). A série foi ao ar de maio de 1998 a outubro de 2002 e ainda hoje passa ocasionalmente no canal. (Na internet é fácil de achar) Em 2006, houve uma nova leva de episódios. O elenco fixo tem dois comentaristas e narradores (como numa luta real), Johnny e Nick, um juiz, Mills Lane (Mills Lane é um juiz de verdade, que se tornou extremamente popular quando subia nos ringues durante a fase áurea de Mike Tyson) uma repórter, Debbie Matenopoulos, que visita os vestiários/camarins antes da luta (mais tarde. Debbie foi substituída por Tally Wong). A série é hilária, abusando do nonsense e da cara de pau, mostra estas celebridades em situações que satirizam seus filmes ou vida pessoal, por exemplo, em um confronto, Jennifer Lopez usa sua maior arma, como direi isto delicadamente? Bom, para ficar na moda, sua melancia, para atacar seu adversário. Injeções de botox, perucas, implantes, tudo é motivo de gozação e vira instrumento de guerra durante as lutas. Para deixar o gostinho, vou deixar aí embaixo três lutas, e as listas de alguns confrontos (ao todo são 243) e alguns grandes momentos:
1. Hanson vs. Spice Girls 2. Arnold Schwarzenegger vs. Sylvester Stallone 3. Jack Nicholson vs. Leonardo DiCaprio 4. Bruce Willis & Demi Moore vs. Tom Cruise & Nicole Kidman 5. David Duchovny & Gillian Anderson vs. Tommy Lee Jones & Will Smith (arquivo X vs Homens de preto) – Tommy Lee Jones e Will Smith são acidentalmente vaporizados por Will quando Tommy Lee só avisa no último segundo que ele estava segurando a arma de raios ao contrario... 6. Dolly Parton vs. Jennifer Lopez – As duas lutam com armaduras especiais, Dolly pode inflar os seus seios e Jennifer, bem, a melancia... Dolly Parton perde a luta quando os seios inflam demais e ela flutua para o espaço, terminando por explodir.... 7. Madonna vs. Michael Jackson 8. Al Pacino vs. Robert De Niro (neste caso os dois lutam como personagens de seus filmes, Pacino, representa Michael Corleone e De Niro, o próprio Al Capone) 9. Courteney Cox vs. Jennifer Aniston vs. Lisa Kudrow (friends) 10. Roger Moore vs. Sean Connery (007 vs 007) 11. Os três patetas vs. Os três tenores 12. Benito Mussolini vs. Roberto Benigni 13. Frankenstein vs. Lobisomem 14. Britney Spears vs. Christina Aguilera – As duas pop stars desmembram uma a outra, mas de alguma forma um braço continua se movendo, como não é possível identificar a dona do braço, então não há vencedora declarada. Além disto, as duas tem os cabelos presos junto no chamado: “Rado-de-cavalo da dor” 15. Anthony Edwards vs. Eriq La Salle vs. Noah Wyle (ER) 16. Hugh Hefner vs. Larry Flynt (Playboy vs Hustler) 17. Alfred Hitchcock vs. Steven Spielberg 18. Jack the Ripper vs. Sherlock Holmes 19. Anthony Hopkins vs. Jodie Foster (silêncio dos inocentes) – Jodie Foster é devorado por Sir Anthony Hopkins 20. Phil Collins vs. Sting 21. Angelina Jolie vs. Sandra Bullock – Sandra Bullock é cortado ao meio pelos lábios de Angelina Jolie 22. Linda Hamilton vs. Sigourney Weaver (Exterminador do futuro vs Alien) 23. Cynthia Nixon vs. Kim Cattrall vs. Kristin Davis vs. Sarah Jessica Parker (sex and the city) 24. Adam West vs. Christian Bale (Batman vs Batman) 25. Stephen King vcs J.K. Rowling
Quase que esta semana passa em branco também... Vários fatores têm atrasado os delitos, mas o principal é que não dá para postar qualquer coisa. Arrumar um assunto e fazer uma boa pesquisa toma tempo, este blog é feito com muito carinho e não pretendo fazer nas "coxas" só para dizer que fiz. Espero que vocês, comparsas (sejam os de sempre ou os ocasionais) gostem tanto deste espaço quanto eu. E, mãos a obra, vamos ao crime da semana.
Nascido nos céus, este jovem tem certeza que seu destino se encontra entre as nuvens. Mas esta certeza pode não se tornar realidade... Esta simples premissa serve tanto para Matt Cruse quanto para Connor Brokehart. Dois jovens heróis que vivem grandes aventuras na era vitoriana, mas que nunca se encontraram nem nunca se encontrarão, os dois são frutos de da imaginação de dois autores diferentes. Eoin Colfer e Kenneth Opel partiram de idéias similares para criarem duas histórias completamente díspares. Eu já conhecia o trabalho de Colfer do Artemis Fowl, então o que encontrei em Airman, a história de Connor, não foi uma surpresa, de diferente mesmo, apenas o tom mais sombrio e mais adulto, diferente de Artemis, Connor é um herói sofrido e melancólico, que reluta em assumir seu papel de redentor. Em Airman, conhecemos a nação de Great Saltee, uma ilha na costa da Irlanda que, com a ascensão de um jovem rei, descobre as maravilhas da modernidade, Connor é filho do melhor amigo do rei, o chefe da guarda de honra, Declan Brokehart, e passa os seus dias brincando no castelo com a princesa Isabela, mas com o espírito de cientista que herdou da sua mãe, começa a estudar com o aeronauta francês, Vitor Vigny, velho amigo dos seus pais e do rei. O menino que nasceu a bordo de um balão, tem especial interesse por aeronáutica e junto com seu tutor sonham em serem os primeiros a voar em uma máquina mais pesada que o ar. Mas as maravilhas modernas que o rei Nicholas trouxe para ilha não agradam a todos, Hugo Bonvilain, um dos mais influentes nomes do exército, não está nada satisfeito com a popularidade do rei e de suas ciências, e arma um plano para assassinar o rei, e de quebra estragar o futuro de Connor e seu pai. Vitor Vigny é morto quando tenta proteger o rei e acaba levando a culpa pelo assassinato, e Connor termina preso na ilha de Little Saltee, um presídio onde até hoje ninguém escapou. Apenas a sua inteligência e perseverança podem fazê-lo sobreviver para vingar seu amigo e salvar seus pais e sua princesa da sina que Hugo preparou para eles. Se continuar a contar, termino por revelar o final da história, quem lê o Beco, sabe que não é a minha praia estragar o fim das minhas recomendações, então: leiam o livro! Agora é hora de falar de Matt Cruse, personagem principal de Airborn, de Kenneth Opel. A primeira vez que ouvi falar de Airborn foi quando disseram que seria lançado um filme baseado no livro, descrição do enredo me chamou atenção e procurei saber mais sobre o livro. Terminei lendo o livro e gostei muito do que li. Aventura pura! Matt Cruse trabalha no dirigível Aurora, luxuosa aeronave que cruza os céus de uma fictícia era vitoriana. Tudo seguia o seu rumo quando durante um turno de vigia, Matt observa um balão em trajetória de colisão com o Aurora, em uma arriscada operação de resgate o jovem consegue salvar o balão e seu ocupante, que, fraco pelo tempo a deriva no balão, termina por falecer na enfermaria do dirigível. No seu diário Matt encontra os rascunhos de uma bizarra criatura alada, meio morcego, meio pantera. Na viagem seguinte, Matt descobre que a neta do balonista está a bordo do aurora, e quer provar que seu avô não estava louco e que as criaturas existem. Começa aí uma incrível aventura com piratas alados, seqüestros, acidentes. Novamente vou parando por aqui, fica a sugestão para vocês comprarem o livro, que não vão se arrepender. Para quem deseja saber mais, vale uma olhada no site do autor também: http://www.airborn.ca/ Se perguntarem qual dos dois eu recomendo, qual é melhor? É aquela velha história, estaria comparando alhos com bugalhos... a propósito, alguém já viu um bugalho?
Depois de uma semana sem novidades, o Beco está de volta, por enquanto sem abertura. Em breve, terei uma surpresa para vocês, aí em cima no começo do blog. Nesta semana, o Beco encontrou uma verdadeira raridade para apresentar a seus leitores, algo que me fez deixar a preguiça de lado e sentar na frente do computador para partilhar com vocês. (é verdade, semana passada não saiu nada, por pura preguiça minha, confesso...).
Já tem algum tempo que escuto falar em uma versão italiana do Homem-aranha, produzida nos anos 60, pela Alrugo Entertainment com direção Gianfranco Gatti e o astro Franco Franchetti - nomes mais famosos da produtora Este filme foi considerado uma das piores adaptações de todos os tempos, e assim como a versão de Roger Corman para o Quarteto Fantástico (merece um post no futuro...), nunca foi exibido nos cinemas ou chegou as locadoras. Mas a internet é uma maravilha... A única cópia conhecida do filme estava perdida, no fundo do oceano no Atlântico Norte, dentro do cofre de um cargueiro que afundou em uma viagem para os EUA. Graças aos esforços de dois italianos, Vivaldi e Verdi Alrugo, netos do produtor Alfonso Alrugo, que decidiram satisfazer o último desejo do avô e bancaram uma expedição submarina para recuperar os rolos do filme após mais de 30 anos. E agora, o filme está acessível a todos nós. Italian Spiderman está sendo exibido em forma de episódios no Youtube e na página do filme no mySpace. (http://www.myspace.com/theitalianspiderman). E agora, sem mais delongas o primeiro episódio de Italian Spiderman:
Após assistir aos episódios fica bem claro o porque desta pérola nunca ter chegado aos cinemas e a razão das carreiras de Giancarlo Gatti e Franco Franchetti terem ido para o espaço... Os trailers estão em http://www.youtube.com/user/dariotown junto com teasers e outros promos. Impressionados? Pois preparem-se, a história não termina por aí... leiam sempre as letras miúdas (os advogados não as inventaram por acaso...)
A Alrugo Entertainment é na realidade uma grande brincadeira. A produtora italiana foi montada por estudantes australianos de cinema da Flinders University, de Adelaide. Italian Spiderman é um trabalho destes estudandes. A história é toda uma grande farsa toda ela pensada para dar credibilidade ao filme , e por causa disto um grande barato!
Poucas novidades no Beco esta semana, mas ainda assim, novidades! Novo slideshow e agora o Beco conta com um sistema de busca do Google para ajudar os seus cúmplices. E um novo post. O delito desta semana tem um pouco de nostalgia e um tanto de novidade. Nos anos 90, o Cartoon Network lançou um série de vídeos chamada “Groovies". Inicialmente pensada para preencher os espaços entre os shows do canal, “Groovies” era um videoclip com músicas temas dos próprios desenhos, hits populares e outros nem tanto montados com uma reedição de imagens dos desenhos de sucesso da programação. Inspirado no sucesso que este tipo de montagem fez no programa Space Ghost Coast to coast, os Groovies trouxeram Dexter, Johnny Bravo, Zé Colméia e outras em animações diferentes do que se via normalmente no canal. O legal desta série é ver as releituras de temas clássicos em versões rock, dance, funk... e ver velhos desenhos em algumas animações nada tradicionais. Aí embaixo tem três "Groovies" para vocês sentirem o gostinho da brincadeira.
O Cartoon é um canal que sabe fazer muito bem a promoção de seus desenhos, é praxe do canal fazer dois personagens díspares se relacionarem em um comercial, sempre com muito bom humo e uma dose de sátira. Vale a pena sempre ficar de olho, pois tem muita coisa boa escondida na programação do canal.
Bom, galera, já é hora de dar um tempo nos trashs. Desta vez vou falar um pouco de livros. Acabei de ler o livro Mulheres demais, de Rex Stout. Mas antes que alguém possa pensar besteira, eu aviso logo que o livro é um policial e dos bons.
Rex Stout é um escritor americano com uma carreira singular. Menino-prodígio em matemática, Rex freqüentou a Universidade do Kansas, mas logo abandonou os estudos para se alistar na marinha, em 1927, mudou-se para Paris e se tornou escritor, com uma obra traduzida para 22 idiomas, morreu rico e feliz (particularmente, eu acho que se o cara morre, ele não pode estar feliz...) em uma villa a beira do mediterrâneo. Sua maior criação é o detetive Nero Wolfe. Nero Wolfe é gordo, pesa em torno de 130 kg, nunca deixa a sua casa seja para negócios ou prazer. Vive em Nova York, onde a maioria dos seus casos acontece. Mora com um cozinheiro e um escudeiro, bebedor de cerveja, passa grande parte do seu tempo entre os prazeres de uma boa mesa e uma estufa onde cultiva orquídeas. Wolfe é a antítese do detetive que costumamos encontrar na literatura, toda a ação é realizada e narrada pelo seu escudeiro, Archie Goodwin, que segundo palavras do próprio é “o coração, fígado, pulmão e estômago da atividade detetivesca de Nero Wolfe” – que entra apenas com o cérebro. Neste arranjo peculiar, Archie é responsável por coletar informações, procurar provas, fazer o contato com os clientes enquanto Nero Wolfe permanece em casa, “apenas” juntando as peças do quebra-cabeça e ocasionalmente passando ordens a Archie ou algum outro de seus colaboradores. Ao contrario das outras duplas de detetives, onde o ajudante quase sempre idolatra o chefe, Archie, apesar do respeito pelo gordo detetive, nem sempre concorda com as atitudes do seu patrão. Ele acha que muitas das decisões de Wolfe são deturpadas pelo seu comportamento anti-social. E funciona como um contraponto emocional a toda a racionalização de Wolfe. O detetive tem uma particular aversão por mulheres, para o gordo, as damas são sinônimo de encrencas, aborrecimentos e pistas falsas.
Neste livro, Wolfe e Archie se vêem as voltas com uma morte que pode ter sido ou não um assassinato ocorrido há mais de seis meses. Contratados pela empresa onde trabalhava o morto para descobrir se realmente ocorreu um crime, a dupla se envolve com mulheres fatais, mentirosos ciumentos, maridos traídos, funcionários insatisfeitos... E para grande desgosto do detetive, a maioria dos funcionários da empresa e dos suspeitos são do sexo feminino, fato que por sua vez, não abala nem um pouco Archie... Com uma total ausência de provas, mas os mais variados motivos para um crime, pela primeira vez, Nero Wolfe cogita ter encontrado alguém mais esperto que ele, até que um segundo assassinato muda o rumo da história.
Este já é o terceiro livro de Nero Wolfe que leio, e novamente, fui surpreendido pela trama. Diferente dos autores atuais como Joseph Finder, Brad Meltzer, David Baldacci e outros, Rex Stout não se apóia em uma correria frenética e reviravoltas muitas vezes absurdas. Este livro, para quem gosta de policiais, merece uma leitura. Quem gosta de uma boa trama e personagens cativantes deve travar amizade com Nero Wolfe e sua equipe, não tem como se arrepender. Algumas curiosidades, as histórias de Nero Wolfe já foram transportadas paras as telas em dois momentos: Meet Nero Wolfe e The League of Frightened Men. Além de mais recentemente ter virado uma série de TV com Maury Chaykin e Timothy Hutton nos papéis de Nero Wolfe e Archie Goodwin. E a mais legal de todas, John Lescroart, autor de inúmeros thrillers legais, em duas das suas obras (Son of Holmes (1986) and Rasputin's Revenge (1987)) sugere que Nero Wolfe seria filho de ninguém menos que Sherlock Holmes... isto explicaria as suas incríveis habilidades dedutivas. Hipótese apoiada por outros autores como William S. Baring-Gould e Philip Jose Farmer. Na verdade, Rex Stout nunca fez nenhum tipo de referência a este parentesco, mas para quem conhece as histórias de Sherlock Holmes e de Nero Wolfe esta a hipótese é bem viável...
Rapidinho para não perder a semana. Quem nunca escutou falar em gremlins? Os monstrinhos foram um dos grandes sucessos dos anos 80. O primeiro filme dirigido por Joe Dante apresentou os mostrengos para o mundo e suas três regras: nunca expor a luz forte, nunca alimentá-los depois da meia-noite e nunca molhá-los! É claro, que para ter filme, em algum momento estas regras são quebradas e a bagunça começa.
O motivo do post desta semana é que há muito tem se falado em um terceiro filme da séria, com efeitos em CGI ou todo em 3D ou qualquer factóide, mas na realidade nada acontece. Ou melhor nada acontecia... a inglesa BT, trouxe as pestes de volta em um comercial para lá de bem humorado:
Agora é só esperar que hollywood se anime e traga Gysmo, Stripe e companhia de volta. Ah, o filme tem produção de Steven Spielberg...Para matar as saudades aí embaixo estão os trailers originais:
Semana curta, post curto... o post de hoje é quase um adendo do post da semana passada. Estou guardando assunto novo para semana que vem...
Pelo menos desta vez existe uma grande companhia por trás do filme, e a possibilidade de achar esta pérola um dia nas locadoras existe. Vamos ao assunto rapidinho, o filme chama-se Zombie Strippers! A trama é a de todo o filme de zumbi: em um futuro próximo, um vírus de reanimação de corpos, projeto secreto do governo, acaba solto em uma pequena cidade do interior dos EUA. A diferença é que desta vez o vírus vai parar em um clube de striptease. O filme tem no elenco Robert Englund, o Freddy Krueger da série A hora do pesadelo e a super porn star Jenna Jameson. O filme está muito mais para comédia do que qualquer outra coisa, graças a Deus... Filme de zumbi sempre tem seu público, e é impressionante a criatividade da galera, depois dos zumbis molengóides do inglês Edgar Wright (Shaun of the Dead) ou dos espertos de Zack Snider (Dawn of the dead) e Danny Boyle (28 Days Later...), dos clássicos de George Romero, ou mesmo o zumbi mascote de Fido, agora surgem os zumbis dos poles dance... Eu imaginava que não fosse possível, mas os roteiristas de Hollywood conseguem se superar a cada minuto... O site oficial da pérola: http://www.sonypictures.com/movies/zombiestrippers/index.html Para vocês entenderem a razão do post, aí embaixo está o trailer:
Bom, já resolvi o problema do night club, agora temos um bom som tocando no Beco. Meus últimos delitos foram muito caretas, então desta vez, resolvi pegar um pouco mais pesado... Me lembrei de ter lido algo sobre este filme há algum tempo e resolvi checar nas catacumbas do Beco se conseguia alguma outra informação. Descobri pouca coisa, mas o que achei vale a postagem...
O filme da vez se chama: Werewolf in a women’s prison (a tradução ficaria algo como Lobisomem numa prisão feminina), e o filme é uma trasheira só... E é apenas mais um filme que nós aqui da Terra Brasilis dificilmente teremos a oportunidade de ver, seja no cinema, dvd, ou televisão... Há algum tempo, algumas emissoras ainda passavam uma ou outra trasheira na madrugada, mas hoje em dia me parece que vender tapete é mais interessante... O filme tem direção e produção dos ilustres desconhecidos Vinnie Bilancio e Jeff Leroy, a história é bem simples: Sarah Ragdale (a atriz Victoria De Mare) e seu namorado Jack (interpretado pelo produtor Vinnie...) estão acampando nas selvas da fictícia República de Canpuna, quando são atacados por um lobisomen, Jack é morto e Sarah mordida pelo bicho, mas com a ajuda de uma garrafa de vodka, a valente mocinha consegue atear fogo na criatura... Ainda assim, Sarah é levada para uma prisão para criminosas insanas. O “renomado” estabelecimento correcional é dirigido pelo sádico Juan e sua assistente bissexual Rita. A dupla abusa das prisioneiras e coloca os filmes no site “Prison babes gone wild”. Por algum motivo obscuro, Sarah termina amiga de outra americana também detida em Canpuna sob falsas acusações, mas a situação piora rapidamente com a aproximação da próxima lua cheia, e as aparições de Jack como um fantasma avisando da maldição (recurso descaradamente copiado do clássico Um lobisomen americano em Londres – este sim um a filmaço!) Enfim, a lua cheia chega e a prisão se transforma em um festival de membros e sangue voando... Com um orçamento limitadíssimo, Werewolf in a women’s prison não pretende ser um vencedor do Oscar ou do Globo de ouro, o objetivo é simplesmente entreter com uma mistura de humor (muitas vezes involuntário), horror e sexo. Os efeitos especiais são bem produzidos e muitas vezes originais e a transformação de Sarah em lobisomem é o ponto alto dos efeitos. A escalação do elenco também merece um comentário, diferentemente dos Talavera Bruce da vida, todas as detentas são lindas e dispostas a ter as roupas rasgadas pelo lobisomem em nome da arte... os leitores do blog, com certeza, vão se interessar mais pelo filme que as leitoras... Werewolf in a women’s prison é um filme que não se leva a sério e não somos nós que devemos levar, é diversão e sangue dentro de uma produção com todo o clima de um filme caseiro, as fotos do site oficial (http://www.wiawpmovie.com) mostram que o pessoal se divertiu para caramba fazendo este filme. E a capinha do dvd até que está legal... O trailer/making of está aí para vocês conferirem:
Antes de mais nada, como todos já devem ter notado (quem não notou, por favor, aumente o volume da sua máquina...) o Beco do Crime ganhou um night club, direto de Berlim com muito rock and roll para os meliantes. Traduzindo o título para aqueles que não são versados em alemão, música na casa e robo também!
E vamos ao que interessa, hoje o tema é desenho animado: The Iron Giant ou O Gigante de Ferro. Muito antes de Os incríveis, ou Ratatouille, Brad Bird foi responsável por esta pequena obra-prima. A trama do desenho faz alusão a guerra fria nos paranóicos anos 50. A história é a seguinte: Um robô gigante vindo do espaço, cai na Terra. Sem conseguir acessar sua programação original, o robô começa uma amizade com um menino, que termina por adotá-lo como seu “bichinho” de estimação. Descobri este desenho por acaso. Num chuvoso sábado à tarde, depois de um farto almoço, zapeava indolentemente quando passei pelo Cartoon Network e a imagem me chamou a atenção. Um desenho extremamente bem acabado e diferente dos animes japonês ou os digitais da pixar ou dreamworks terminou por salvar meu dia e fiquei assistindo sem muito compromisso. E que surpresa! O que estava na telinha era simplesmente um dos melhores desenhos que já assisti na vida. Sem aqueles números musicais da disney que terminam por encher o saco mais cedo ou mais tarde, sem a violência dos japoneses, com o humor na medida certa. Nada boçal demais para espantar os adultos ou muito “cabeça” para afugentar os pequenos.
O filme é de 1999 baseado em um livro de Ted Hughes, chamado The iron man, com roteiro do já mencionado Brad Bird, e um elenco de dubladores não muito conhecido (o nome mais famoso é o de Jenifer Aniston que na época era apenas uma das meninas de Friends) mostra personagens muito bem construídos e nada caricatos: Hogarth Hughes (dublado por Eli Marienthal, nunca ouvi falar...): é o herói do filme, um garoto de 9 anos, com uma imaginação ativa, fica amigo do robô, e tenta a todo custo mantê-lo a salvo e escondido. Annie Hughes (dublado por Jennifer Aniston): é a mãe de Hogarth, trabalha como garçonete na lanchonete local e tenta criar o filho sozinha da melhor maneira possível. Esta sempre a postos, esperando a próxima travessura de Hogarth Dean McCoppin (dublado por Harry Connick Jr, conhecido crooner americano): é um artista, dono do ferro velho onde o robô se esconde, termina ficando amigo de Hogarth e do robô. The Iron Giant (dublado por Vin Diesel, melhor atuação da carreira do careca): é um robô de 50 pés de altura, comedor de metal, com olhos que mudam de cor de acordo com o humor, meio que transfomers, com partes móveis que revelam um armamento pesado escondido pelo corpo. Se torna o herói e melhor amigo de Hogarth. Kent Mansley (dublado por Christopher McDonald, quem?): é o ambicioso agente do governo encarregado de investigar as misteriosas aparições do robô, é o responsável por chamar os militares quando descobre provas irrefutáveis da existência do robô. O robô passa a morar no ferro-velho de McCoppin, se alimentando de partes de carro e geladeiras velhas, e participando das brincadeiras de Hogarth. A dupla passa o filme inteiro tentando esconder o robô do restante dos moradores da cidade, mas hilários acidentes levam todos a crer que tem algo estranho acontecendo, até a chegada do agente Kent, que termina por descobrir a amizade de Hogarth e do Robô. O final é um pouco chavão, com o exército tentando destruir o robô e a cidade ameaçada de ir para espaço, somente um grande sacrifício salva o dia... mas nem tudo é o que parece... A animação mescla cenas geradas por computador e animação tradicional de forma brilhante. É praticamente impossível dizer onde termina uma e começa a outra. Tecnicamente o filme é perfeito, tem uma boa história, personagens cativantes, um excelente diretor. A grande pergunta: é por que este filme não foi um sucesso? A única explicação para o fracasso comercial é que o estúdio responsável não quis investir no material que tinha em mãos... Algumas fontes dizem que a Warner preferiu investir em Pokémon, e lançou The Iron Giant sem a promoção necessária, ou que merecia, bom, neste caso, azar da Warner... e nosso, já que o fracasso comercial do filme no exterior, nos privou durante muito tempo deste tesouro. O bom é que graças ao sucesso dos outros filmes de Brad Bird, algumas cópias de The Iron Giant começaram a surgir por aqui, e o filme vira e mexe está passando no Cartoon. Quem gosta de desenhos, não pode deixar de assistir, e quem não gosta também deve assistir, é uma chance abrir os horizontes com um material excepcional. O filme foi indicado ao The Hugo Awards, Brad Bird foi indicado pela the Science Fiction and Fantasy Writers of América para o Nebula Award nomination. E The Iron Giant ganhou nove Annie Awards sendo indicado para outras seis categorias e em 2008. Foi rankeado pelo IGN como a décima animação favorita do site. E aí está o trailer:
Bem, galera, o blog está com algumas novidades, logo novo, novo slideshow. A biblioteca continua firme e convido a todos a visitá-la. E muito obrigado! Já passou das 500 visitas. Deixando de lado o marketing, vamos a luta. O post desta vez é misto... um pouco de quadrinhos, um pouco de cinema... igual a pizza. Assisti ao filme 30 days of night semana passada, gostei bastante, mas achei que tinha alguma coisa diferente dos quadrinhos e então peguei a graphic novel para reler e estava certo...
Bem vindo a Barrow, o lugar mais ao norte do planeta, pequena cidade onde durante um mês do ano não há sol. Steve Niles e Ben Templesmith levam o terror ao Alasca. Durante os 30 dias sem sol, um grupo de vampiros resolve transformar Barrow em seu fast food particular. O ataque é bem planejado, os vampiros chegam em silêncio cortando as rotas de fuga e todo o tipo de comunicação com o resto do mundo. A horda pega todos os moradores de surpresa. Muito menos badalada que a versão cinematográfica, a história em quadrinhos 30 dia de noite é simplesmente sensacional. Steve Niles apresenta personagens bem estruturados e um roteiro amarrado, onde os sobreviventes da primeira onda de ataque tentam sobreviver aos dentuços escondidos na velha fornalha da cidade. A ajuda vem de forma inesperada, quando o grupo inicial de vampiros é confrontados por outros vampiros que não concordam com a invasão. O autor mostra os vampiros divididos, um grupo prefere agir nas sombras enquanto o grupo de Barrow se mostra ao mundo o que pode causar problemas a todos os vampiros no futuro. Alem da briga entre os dois grupos, um misterioso personagem tem a intenção de expor todos os vampiros, fazendo vídeos e distribuindo-os pela internet. Este personagem tem uma importância maior no segundo livro, quando aparece uma organização que sabe da existência dos vampiros. Os sobreviventes de Barrow depositam toda a sua fé no casal de policiais Eben e Stella Oleuman. Sob a liderança dos dois, o restante da cidade inicia uma guerrilha contras os vampiros, o nos leva um final inusitado para esta história. Os desenhos de Ben Templesmith lembra Bill Sienkiewicz em Elektra: assassina, a arte é “suja” mas expressiva, com muitas surpresas escondidas pelos quadros. Perfeita para o clima claustrofóbico da história. (para os curiosos tem mais trabalho dele no site oficial: http://www.templesmith.com). Bill, inclusive, trabalha com Steve Niles em outra história da série. Steve Niles e Ben Templesmith são parceiros habituais, os dois já trabalharam juntos em outros livros da série, como Dias sombrios, e Outros 30 dias noite – Retorno a Barrow, este universo criado pela dupla é imenso chegando até Rússia, pouco coisa saiu aqui no Brasil, o que é uma pena... O que tem publicado aqui vale a leitura.
Agora um pouco sobre o filme, Steve Niles participou do roteiro, o filme é dirigido por David Slade, do elogiado Meninamá.com, e conta Josh Hartnet e Melissa George nos papeis do casal policial, a produção é Sam Raimi, diretor dos três filmes do Homem Aranha e de Evil Dead. Enquanto no filme, Eben e Stella estão separados (apenas um acidente a mantêm na cidade antes do começo dos 30 dias de noite) na graphic novel, os dois estão juntos. Os sobreviventes se escondem em um sótão e não da fornalha, e há somente um grupo de vampiros, o que na minha opinião é a diferença mais marcante. O confronto é um dos pontos altos da HQ e com isto o filme perde muitos pontos. De qualque maneira é um bom filme de horror, com sangue e com tudo que tem direito. Quem tiver a oportunidade de assistir não deve desperdiçar. Aí embaixo está o trailer.
Estou um pouco atrasado... semana passada foi curta e outros projetos terminaram por atrasar um pouco o Beco. Mas acho que agora as coisas irão andar melhor, espero que todos tenham tido uma ótima páscoa com muito chocolate (ou batata Pringles). E vamos ao post.
Mau humorado, convencido, egoísta, um pouco louco, hiperativo, questionador e totalmente adorável, assim é Calvin, genial criação de Bill Watterson. Publicado de 1985 a 1995, quando então, o autor resolveu que queria se dedicar a outros projetos, os quadrinhos mostram as aventuras do garoto em uma pequena cidade do meio-oeste americano (levemente inspirada na cidade natal de Watterson). Sempre acompanhado do seu tigre de pelúcia, Haroldo, Calvin e sua imaginação ativa vivem incríveis aventuras. A chegada do terceiro livro da dupla às livrarias me levou a escrever este post, há um ano atrás eu comprei o primeiro livro, já fazia algum tempo que as tirinhas não eram publicadas por aqui e pensei que seria um bom momento para matar as saudades. O livro terminou passando pelas mãos de vários amigos que também sentiam falta das aventuras de Calvin, chegando ao ponto de ter sido seqüestrado e necessário uma operação de guerra para resgatá-lo, bom, mas isto é outra história... Calvin e Haroldo fala de meio-ambiente, educação pública, pesquisas de opinião e outros temas atuais, de maneira bem-humorada e quase sempre com os pais do personagem sendo envolvidos em alguma travessura do garoto. Os pais são as vítimas preferidas de Calvin, porém, muitas vezes, eles mostram de quem Calvin herdou o comportamento peculiar, o pai (em nenhum momento os nomes dos personagens aparecem), não perde uma oportunidade de tripudiar, normalmente com respostas ainda mais absurdas às perguntas do garoto, deixando Calvin na dúvida se o que ouviu é verdade ou não... Com sua imaginação, Calvin encarna vários outros personagens, um tiranossauro, um detetive, um inseto e o mais famoso de todos, o cosmonauta Spiff! Sem falar no próprio Haroldo, que quando está sozinho com Calvin, ganha vida e age como uma consciência para o menino, o contraponto (nem sempre) racional.
Alem de Calvin, Haroldo e dos pais do menino, outros personagens são recorrentes na série: Susie Derkins, vizinha e colega de turma de Calvin. Susie é a única personagem importante da séria a ter nome e sobrenome. Educada, estudiosa, ela também tem seu lado negro, normalmente, implicando ou “entregando” Calvin aos adultos. Mantêm uma relação de amor e ódio com o garoto, e muitas vezes deixa transparecer que tem um sentimento mais profundo por Calvin. Miss Wormwood, a professora. É severa e parece sempre estar de marcação com Calvin, mas na verdade só quer o melhor para seus alunos. Calvin, quase sempre, imagina a professora como um alien gosmento ou um zumbi que está tentando dominar a escola, o que lhe causa inúmeros problemas e situações embaraçosas. Rosalyn, a babysitter. Rosalyn é uma adolescente e a babysitter oficial quando os pais de Calvin saem. Na verdade, ela é a única que consegue encarar Calvin, e é a única pessoa de quem o garoto tem medo. Moe, o valentão da escola. Moe é o típico valentão, bate nos menores, extorque dinheiro, usa de apelido maldosos e é burro. Normalmente, Calvin tenta escapar dele usando de frases e situações que o outro garoto não consegue entender, o que nem sempre funciona...
Não posso deixar de falar do Calvinball, segundo descrição do próprio Calvin: “Os jogos dos outros são chatos de lascar! Eles tem que ter regras e manter um placar! Calvinball é que é de arrebentar! Nunca é o mesmo, é diferente assim! Você não precisa de time, juiz ou afim! Você sabe que é demais porque o nome vem de mim!” O jogo é uma mistura de todos os esportes com bagunça generalizada, Calvin e Haroldo são os jogadores mais freqüentes, mas ocasionalmente Rosalyn joga em troca de Calvin fazer o dever de casa.
O triste é, que tirando algumas republicações (em 2005, foi lançado lá fora, um box com três volumes de capa dura com todas as tiras já publicadas, só de pensar me dá água na boca), nada de novo tem aparecido. Com internet e outras mídias explodindo por aí, chama a atenção a falta de outros produtos relacionados à série. Devido a um forte sentimento anti-merchandising de Bill Watterson, existem alguns poucos materiais de marketing oficial (disputados a preço de ouro pelos colecionadores). Não existe nada à venda, pelo menos não com o aval do autor, algumas camisetas e adesivos apócrifos podem ser encontrados por aí, mas é só... O autor chegou a comentar que gostaria de ver o personagem em uma animação, mas nunca chegou a liberar o projeto. Um fã italiano produziu um versão que chegou ao youtube, mas Watterson conseguiu junto ao site que o video fosse tirado do ar. Este comportamento (um pouco insano, na minha opinião) do autor termina por esconder uma das melhores histórias em quadrinhos já publicadas. O que é uma pena... Todos os fãs gostariam de ver Calvin e Haroldo na televisão, cinema e em todos os outros lugares possíveis. Só nos resta torcer para que Bill Watterson mude de idéia e nos traga de volta as tarde de Calvinball, Spiff e companhia...
O dia internacional das mulheres ficou para trás, mas o Beco do Crime não poderia deixar passar em branco, então o novo slideshow é uma homenagem a todas as damas fatais que passam pelo blog. E vamos ao que interessa: Para muitos fãs de quadrinhos este escritor britânico está bem perto de ser considerado Deus... para outros ele é um lixo... Típico caso do ame-o ou odeie-o, Warren Ellis, nascido em Essex, segue firme e forte com um dos mais vendáveis roteirista da atualidade. Responsável pelos sucessos Planetary e Autority, séries violentas e contestadoras, e prestes a assumir o roteiro de Astonishing X-men no lugar de Joss Whedon, Ellis vai ter que se desdobrar para manter o nível, já que a série nas mãos de Whedon, ganhou todos os prêmios possíveis (bom, ‘tá certo que o criador de Buffy contou com a ajuda dos sensacionais de desenhos de John Cassaday). Mas este post não é para falar dos quadrinhos de Ellis e sim, de sua primeira incursão nos romances: Crooked Little Vein, publicada em Julho de 2007. Por um acaso do destino, terminei com um exemplar (em inglês) nas mãos. Estava procurando a obra já tinha algum tempo e não conseguia achar nada por aqui. Com Autority e Planetary arrebentado nas bancas e a expectativa crescendo em torno de Astonishing, achei que era um bom momento para falar um pouco de Warren Ellis e sua nova loucura.
Escrita na primeira pessoa como várias histórias do gênero detetive durão, a trama mostras as desventuras de Michael “Mike” McGill, uma antiga estrela em ascensão de uma famosa agência de investigação que hoje passa por uma interminável maré de azar. McGill é procurado pelo corrupto chefe de staff do presidente dos EUA para uma missão especial: para achar um exemplar muito peculiar da constituição americana. E, é a partir daí que começa a viagem de Ellis: o livro que McGill tem que encontrar foi escrito na pele das costas de um alienígena morto pelo próprio Benjamin Franklin depois de passsar seis noites sendo “sondado” pelos ET's. Quem já escutou falar de contatos imediatos deve entender do que estou falando... O livro passou pela mão de vários presidentes americanos até Richard Nixon perdê-lo em um bordel em São Francisco. Ellis leva McGill a uma viagem através dos subterrâneos da América, e sem a Marvel ou a DC para segurar sua loucura, o inglês abusa. Pervertidos, loucos, corruptos, ninguém é inocente nesta viagem, palavrões, escatologia, violência, pornografia, Ellis vai enfileirando tudo que imagina nas página de seu livro, sem em nenhum momento perder o fio da meada, o que torna o livro uma excelente história de detetives. As desventuras de McGill, por mais absurdas que se apresentem, são descritas com uma riqueza de detalhes muitas vezes atordoantes. O que só acrescenta pontos a esta ousada estréia. Quem já leu um pouco do trabalho de Warren Ellis em Authority ou Planetary vai entender o que estou falando, todas as referencias a cultura pop estão presentes nesta obra, sem as restrições de praxe. Divertido e sarcástico, o livro é um verdadeiro achado, depois que a gente se acostuma com todos os palavrões. Vou deixar um link no final com o primeiro capítulo para quem falar inglês (e quiser se arriscar). E só nos resta torcer que alguma editora crie coragem e aposte em Warren Ellis. Quem gosta dos quadrinhos de Ellis vai gostar de sua estréia, eu gostei. E muito! A propósito, a capa aí de cima é de uma edição limitada e o cara aí do lado é o próprio.
Falando de filmes novamente. Há algum tempo atrás pus as mãos em um filme chamado Bubba Ho-tep. Já tinha lido sobre ele na internet, depois escutei alguns comentários por aí, até que, enfim, consegui uma cópia e me surpreendi com o que encontrei: filme B dos bons! Estrelado por Bruce Campbell, o Ash da série Evil Dead, e Ossie Davis, o filme conta a hilária história de um Elvis Presley velhinho enfrentando uma múmia do antigo egito com a ajuda de um John Kennedy negro (isto, mesmo, negro!). Baseado em um conto indicado ao Bram Stoker Award de Joe R. Landasle, Bubba Ho-tep conta a “verdadeira” história do que realmente aconteceu com Elvis.
Logo no início do filme, encontramos o Rei envelhecido em um asilo perdido no meio do Texas. Em flahsbacks, descobrimos que Elvis estava cansado da vida artística que levava e certo dia, após encontrar um dos seus muito imitadores, decide trocar de lugar e tirar um ano de férias. Tudo feito as escondidas para não levantar suspeitas mas com um contrato para garantir sua volta (tem sempre um advogado nestas confusões). O que ninguém contava era com a a morte do imitador antes do fim do prazo... e que um desajeitado Elvis queimasse o contrato ao tentar fazer um churrasco... E assim, ninguém acredita que Elvis é mesmo Elvis... e passa a viver sua vidinha decadente até terminar no asilo. No seu retiro forçado, Elvis termina por conhecer Jack, um velhinho negro que afirma ser John F. Kennedy. O dialogo entre Elvis e Kennedy, no momento que se conhecem é sensacional, lá pelas tantas, o Rei pergunta: você sabe que é negro, não sabe? E Jack responde, eu sei, eles me tingiram para ninguém suspeitar de nada... E os dois vão levando a vidinha sem maiores aborrecimentos que uma próstata inchada, ou artrite nos joelhos (O Rei usa um andador o filme inteiro, o que proporciona algumas cenas hilárias) quando se vêem novamente a frente da ação para enfrentar um múmia do antigo egito que, também depois de muitos percalços, termina no mesmo fim de mundo que eles... Dirigido por Don Coscarelli, o filme ganhou inúmeros prêmios no exterior, dentre eles o de melhor ator para Bruce Campbell e roteiro. O sucesso no circuito alternativo e a performance de Bruce Campbell como Elvis já geraram comentários que uma continuação está a caminho: Bubba Nosferatu! Elvis versus Drácula, hehehe... aguardo ansiosamente. E neste caso, Bruce Campbell é o filme, o ator está completamente a vontade no papel do Rei, a maquiagem é ótima, Bruce parece que é realmente um decaído Elvis, somado a atuação sempre segura de Ossie Davies temos um filmaço. Não sei porque nunca saiu por aqui, nem cinema, televisão, net, locadora, nada... Quem tiver a chance de assistir, não pode perder.
Para finalizar vou aproveitar para falar um pouco de Bruce Campbell. Considerado o rei dos filmes B, Bruce aproveita esta fama com muito bom humor, amigo de Sam Raimi (diretor dos 3 filmes do Homem Aranha e da série Evil Dead), sempre aparece em hilárias pontas nos filmes do amigo (muitas vezes sem crédito) e ainda é autor de inúmeros livros de "autoajuda", como o best-seller: Como fazer amor do jeito de Bruce Campbell...
Aí embaixo o trailer para vocês sentirem o gostinho: