Este espaço é para registrar minhas opiniões e sugestões sobre livros, quadrinhos, séries, filmes e o que mais me der na telha. Não sou o dono da verdade,
o que está escrito vai muito do meu gosto e do meu ânimo, nem sempre vocês concordarão, mas e daí? Um debate sempre é saudável.
Tenho andado ocupado, outros crimes têem prejudicado um pouco (bom, bastante...) o andamento do Beco, mas esta semana deu um trégua e consegui vir até aqui para matar as saudades e trazer um novo delito os fãs do Beco. Mais do que nunca a propaganda é a alma do negócio, hoje são gastos milhões em anúncios, os filmes para televisão são verdadeiras superproduções, com grandes astros, diretores de renome, mas a grande maioria, na minha opinião, são bem fraquinhos, usam fórmulas repetidas e gastas, poucos se arriscam... Há algum tempo atrás, estas produções eram novidades, para matar as saudades, fiz uma pequena seleção de alguns comerciais que marcaram:
Um dos vários comerciais de Hollywood, a série fez tanto sucesso que virou até disco (LP, vinil, nada de cd, para vocês verem quanto tempo tem isto...)
Antes dos pinguins, siris, etês, redondos, louras, boas (não que eu esteja reclamando), Zeca-hora, (agora eu tô reclamando...), tomar uma cerveja era bem mais simples...
Este é considerado o melhor comercial da Coca-cola de todos os tempos, dêem só uma olhada e tirem suas próprias conclusões (obrigado, maestro).
E para os designers de plantão e aqueles que gostam de rabiscar, uma dica (esta veio do Claudio, um novo suspeito aqui no Beco): http://fontpark.morisawa.co.jp/
Este foi rápido, mas acho que todos gostaram, espero não demorar muito para o próximo delito.
Bem vindos ao Beco do Crime, um novo delito para quem já é da casa e para quem está chegando agora. Depois de me livrar da tortura do último post, já li mais 6 livros e estou terminando o sétimo. Parece que tirei um peso das costas, mas não é sobre isto que quero falar, até porque destes 6 e meio, só um merece alguma menção (vou falar sobre ele em breve). Este delito é sobre uma dupla que conheci na faculdade, no começo dos anos 90. A internet ainda não era o que é hoje, um lugar onde você acha tudo (ou quase tudo) que quiser, onde quiser, quando quiser. No século passado, as coisas não eram tão simples, para conseguir algum material importado (livro, revista, filme), você tinha que ter boas conexões, conhecer um bom contrabandista ou alguém que fosse viajar, se fosse uma tia mais velha, com certeza a encomenda vinha errada... Mas isto não vem ao caso. Nas loucuras da faculdade, eu tinha uma aula de desenho animado, o professor era um cara novo e cheio de idéias, tinha acabado de chegar da Inglaterra, e na bagagem, ele trouxe o video (ainda em VHS!) desta dupla fantástica para mostrar para os alunos, Wallace & Gromit!
Wallace & Gromit são personagens criados por Nick Park, em 1982 e desde então são o carro-chefe da Aardman Animations, gigante empresa de animação de massinha, a mesma que produziu os filmes A Fuga das Galinhas e mais recentemente Por água abaixo.
Para quem não conhece, Wallace é um homem sem cabelo e um inventor bem atrapalhado, que tem loucura por queijo e bolachas. Wallace foi dublado pelo ator Peter Sails ( O Clube da Luta ), seu parceiro, Gromit, é um cachorro sem voz, mas com tantas mímicas e caretas e um grande entrosamento é capaz de fazer Wallace entender tudo o que ele quer dizer.
Para inveja de muitos atores de carne e osso a dupla de massinhas já arrebatou três oscars (dois por curtas e um pelo longa, a Batalha dos vegetais – ô titulozinho muquirana).
Os dois personagens estão sempre envolvidos em alguma confusão devido as loucas invenções de Wallace, lembro ainda quando vi Wrong Trousers, o primeiro curta deles que assisti, que me acabei de rir logo no começo com os arranjos de Wallace para acordar, se vestir e tomar café da manhã. No mais doido estilo plano do Scooby-doo, as engenhocas vão ativando outras rebimbocas e surpreendendo a quem está assistindo. Tudo feito com massinha, com um detalhamento incrível, a sensação que dá é que tudo aquilo é real, e que funciona (este momento do acordar/café é recorrente nos filmes deles, com pequenas variações). O troço fica mais engraçado, quando Gromit, responsável por recarregar e preparar o mecanismo para o dia seguinte, vai embora de casa. Wallace passa por situações ainda mais loucas devido a ausência do amigo, o inventor sozinho é incapaz de até mesmo ligar a televisão. E sofre com suas próprias invenções até a volta do amigo.
Ambos já estrelaram vários curtas, uma vinheta e um longa-metragem, entre eles:
* Dia de Folga (1990) - primeira aparição de Wallace e Gromit, na qual, os dois saem em busca de um queijo, e onde eles conhecem um robô. Recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Curta de Animação (perdeu para A Opinião dos Animais).
* As Calças Erradas (1993) - primeiro curta de Wallace e Gromit a ganhar um Oscar de Melhor Curta de Animação, no qual Wallace e Gromit, com a ajuda das encrenqueiras Tecno-Calças da NASA, tentam caçar um ladrão pingüim Feathers McGraw que roubou um diamante do Museu Principal. Hilário! * Tosa Completa (1994) - segundo curta de Wallace e Gromit a ganhar um Oscar de Melhor Curta de Animação, e também o último, no qual Gromit se considera culpado pelo seqüestro das ovelhas (entre elas, Shorn), e Wallace, e sua antiga namorada Wendolene, tentam capturar o motivo do seqüestro Preston, o cachorro, e conseguem provar que seu mascote é inocente, antes que seja tarde demais. Sensacional!
* Vinheta de Natal (1994) - produzida para a BBC2, Wallace e Gromit se sentam em uma mesa da ceia de Natal, com o famoso logotipo da BBC2 no meio. Este eu não assisti.
* As Máquinas Malucas de Wallace e Gromit - série de curtas da Internet, onde Wallace e Gromit testam seus aparelhos inventados, mas, no final, eles nunca funcionam direito conforme deveriam. Simplesmente fora de série!
* Wallace e Gromit: A Batalha dos Vegetais (2005) - primeiro longa de Wallace e Gromit a ganhar um Oscar, no qual, formam parceria com a Senhorita Totty para capturar um terrível e inocente coelhosomem sem ferí-lo (ao contrátio do vilão Victor Quartermaine), para salvar a Competição Anual de Legumes Gigantes. Muito melhor que muito filme com carne e osso!
Um bom exemplo dos apuros de Gromit vocês podem ver no clipe abaixo:
É difícil saber quem é a cabeça da dupla, todos os dois são carismáticos e estão sempre prontos para o que der e vier. Mas para mim, o grande barato são as invenções de Wallace.
Em Outubro de 2005, os fãs da dupla e da boa animação tiveram uma triste notícia, um incêndio no palco da Aardman Animations, destruiu quase todos os tesouros valiosos de animação de Wallace e Gromit, entre eles: os modelos e os cenários dos curtas. Mas os modelos e cenários originais (assim como as cópias), e os seus dois Oscar por seus curtas, foram salvos do incêndio por estarem na oficina da Aardman Animations. Os modelos e cenários de A Batalha dos Vegetais também foram salvos por estarem atualmente em exposições fora do palco da Aardman. Nick Park comentou que embora a notícia do incêndio seja devastadora, o fogo não foi uma coisa muito horrível. Ele declarou: "Mesmo sendo uma coleção nostálgica e preciosa para a nossa companhia, à luz de outras tragédias, na verdade não foi coisa tão ruim". O que é um alivio para os fãs de animação de boa qualidade. Passem no site oficial da dupla: http://www.wallaceandgromit.com, a página é recheada de coisas, tem a opção de assistir algums vídeos online, e muito mais, e para quem não estiver satisfeito, corra atrás do filme A batalha dos vegetais, tem em qualquer locadora por aí, não tem erro, é diversão na certa. E se preparem que já tem um novo longa em produção, conhecendo Nick Park vem coisa boa por aí!
Ultimamente eu tenho vindo ao Beco só para falar bem e elogiar livros, filmes e séries. Pode parecer que eu gosto de tudo, mas não é bem assim, prefiro elogiar e animar os outros a ficar criticando, mas desta vez, não dá para deixar passar.
Quem me conhece sabe que sou um cara insistente, pode demorar mas eu vou até o fim, principalmente com livros. Lembro de poucos livros que abandonei pelo caminho, um deles, Keraban, o cabeçudo, de Jules Verne, eu larguei duas vezes (para vocês verem como sou insistente), recentemente chutei um chamado Feed – Conexão Total, ficção científica ruinzinha que dói... A demora do post se deve principalmente por causa da insistência citada acima, eu tentei levar a leitura de um livro até o fim. Dizem que é direito do leitor abandonar qualquer livro, a qualquer hora se não estiver lhe satisfazendo. Eu concordo em gênero, número e grau. Normalmente dou um prazo para o livro me pegar, umas 30 páginas, um assassinato, um seqüestro, um mistério que tenho que chegar ao fim para resolver, as vezes, até aturo um miolo chato para ver se o culpado é mesmo o mordomo. Agora quando eu leio, leio e nada acontece tem que ter muita paciência... Neste caso, comecei cheio de esperança de encontrar um bom livro. Há pouco tempo tinha acabado de ler A Dália Negra (excelente livro, não consegui terminar de ver o filme, mas estava gostando muito também), um policial de James Ellroy, autor também de L.A., cidade proibida (ótimo filme, não li o livro). Com este pedigree, eu realmente esperava muito de 6 mil em espécie, mas dei com os burros n’água... A trama é uma confusão só: Ellroy coloca Wayne Teadrow Junior em Dallas no dia do assassinato do presidente Kennedy com a missão de apagar um cafetão, mas as coisas não saem como o planejado, principalmente por causa da morte de JFK, e quando menos espera Wayne se vê envolvido em uma enorme conspiração com mafiosos, traficantes, mórmons, cubanos, Howard Hughes, Ku klux klan... parece uma zona, e é. Cheguei a metade do livro antes de largar e a salada de personagens é tão grande que até agora não descobri quem está do lado de quem, mas o grande problema, para mim, é o estilo do autor. O livro é escrito como uma apresentação de powerpoint: Wayne chegou ao motel. Wayne abriu a porta do quarto. Wayne entrou no quarto. Talvez este estilo agrade aos outros, mas comigo não fez muito sucesso, levei a leitura o máximo possível mas a prateleira de novas leituras só ia aumentando, e quando achei uma edição de Crônicas marcianas de Ray Bradbury, que há tempos eu procurava, vi que era a hora de voltar com James Ellroy para a prateleira. Como diria o governador: Hasta la vista, baby...
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Aproveitando o post, algumas informações rápidas sobre velhos crimes, Zombie strippers teve data de lançamento confirmada no Brasil: 22 de outubro. Airman de Eoin Colfer vai mesmo virar filme. E Guillermo Del Toro não vai mais dirigir a nova versão de Tarzan, uma pena.
Para quem costuma receber o Beco por email já teve ter percebido que têm algumas novidades estruturais na área, agora o seu Gênio do Crime preferido tem um email próprio: becodocrime@terra.com.br, e aí, a direita, tem um espaço para quem está chegando agora se cadastrar e receber o seu próprio delito, os cúmplices da casa também podem deixar sua opinião e pedidos. Mas chega de auto-promoção e vamos ao que interessa, o post da semana é sobre uma estrada de tijolos dourados e sapatos de rubi. O clássico O mágico de Oz, de L. Frank Baum, já teve inúmeras adaptações para o cinema e TV, até mesmo Renato Aragão já aprontou das suas no sertão com o Mágico de Oróz. A versão mais conhecida é aquela com os sapatinhos de rubi e Judy Garland no papel de Dorothy de 1939. Esta versão é considerada o filme mais assistido da história e a música “over the rainbow” foi eleita a melhor canção para filme de todos os tempo. Mas não é sobre esta versão que queria falar. O sci-fi channel lançou em 2007 uma nova visão do clássico, a minisérie Tin Man. Mesclando elementos clássicos e atuais, o canal conseguiu criar um excelente entretenimento. A mini se divide em três partes, mas já está nas locadoras a versão em DVD, já que ninguém se coçou para lançar isto na TV. É um pouco longa, com mais de 3 horas mas vale a pena! As produções do Sci-Fi normalmente são muito bem cuidadas, com excelente efeitos especiais e Tin Man não foge a regra, com um visual arrebatador, a série foi um sucesso de crítica com inúmeras indicações ao Emmy na sua categoria. E chega de blá, blá, vamos ao que interessa, a série mostra Dorothy Gale (Zoey Deschanel, a irmã de Emily que interpreta Temperance Brennan, na série Bones, mas isto é outra história), mais conhecida como DG com uma jovem aborrecida trabalhando como garçonete em buraco de beira de estrada no Kansas. Sua vida toma um novo rumo quando um tornado a leva de volta para a Outer Zone (OZ), como no original, uma feiticeira domina o local, a maléfica e bela Azkadellia (Kathleen Robertson) e cabe a DG libertar a terra. Nesta jornada, a jovem encontra os atualizados da obra de Baum, o espantalho sem cérebro é um meio andróide chamado Glitch (Alan Cumming, o noturno de X-men) que teve parte de sua memória apagada. O leão covarde é uma fera com poderes psíquicos chamado Raw (Raul Trujillo), com um esquisito misto de trapos e pelos. E a maior de todas as mudanças o Homem de lata (Tin Man), é um cowboy, Wyat Cain (Neal McDonough), ex-policial que é chamado de Tin man, por causa de sua insígnia. Juntos, este estranho grupo parte em busca do poderoso Mistic Man (Richard Dreyfuss), a versão do mago, o único que pode ajudá-los a vencer a feiticeira.
Neste longo caminho, DG vai descobrindo que o seu passado está mais unido com o de Askadellia do que ela imaginava. E que vai precisar de muito mais do que simples coragem para conseguir libertar OZ. E ainda encontra várias adaptações de personagens do filme de Judy Garland, (que é homenageada em um dado momento da série), o próprio Totó virou um transmorfo que ajuda o grupo de DG, os munchkins viraram os mobat, uma mistura de macacos com morcegos e a estrada de tijolos de ouro também está lá.
Como já disse, a série bem legal e para que gosta de ficção científica, imperdível. Não vou contar o fim, porque não é praxe aqui no Beco. Mas deixo aí o trailer, e o link para o site oficial: http://www.scifi.com/tinman/
Semana passada foi complicada... O Beco terminou ficando um pouco abandonado e não deu tempo de postar nada. Vou continuar a série de posters, mas para compensar o atraso vou exagerar um pouco.
Temos alguns do Hitchcok, vários do 007, e em tempos de mulher melância, mulher jaca e outras frutas, nada como Audrey Hepburn e Rita Hayworth para mostrar do que são feitas as mulheres.
Espero que todos tenham gostado destes achados. E aproveito para destacar três posters neste post (ficou meio estranho, ou é só impressão minha?) Vertigo, Os pássaros e 007 Goldfinger. No próximo post, ainda tenho algumas surpresas nesta área.
Meliantes de plantão, este post é especial, vou falar muito pouco e mostrar muito (com todo o respeito, meninas...), recebi de um amigo meu que administra um site pornô, (não vou citar nomes), um arquivo que, imagino, vai fazer muito sucesso principalmente com os designers e ilustradores de plantão. Podem ficar tranqüilos, que não é do acervo do site dele...
Aqui tem uma pequena leva de cartazes de filmes antigos, alguns clássicos, outros curiosos, alguns difíceis de ligar o nome a pessoa mas todos que valem a pena uma conferida.
Marilyn Monroe, Gene Kelly, Clark Gable, Grace Kelly, Burt Lancaster, a turma toda está presente.
Alguns filmes já foram comentados ou mencionados em outros delitos do Beco.
Esta é só a primeira parte! Ainda tenho mais alguns para mostrar, mas vou guardar para a semana que vem.
Por várias razões, tive que ficar escondido algum tempo, e o Beco do Crime ficou mais calmo, um lugar civilizado e adequado para os fracos... Mas, já estou de volta. E a paz acabou! O post desta vez serve para mostrar que o Beco do Crime é um lugar bem eclético, que dá espaço para todo tipo de filme, desta vez, estou abrindo espaço para um musical. Mas nada daquilo meloso, tipo Moulin Rouge ou Chicago, o negócio aqui é outro. O negócio é Rock and Roll!
O filme se chama Ruas de Fogo, é uma produção de 1984, dirigida por Walter Hill e promovida como uma fábula Rock & Roll. (antes que me apedrejem, eu sei que fábula é uma narrativa alegórica, em forma de prosa ou verso, onde animais com características humanas como personagens principais, sustentam um diálogo, cujo desenlace reflete uma lição de moral, também não concordo muito com a promoção, mas fazer o quê...). A partir de uma mistura de comédia, drama e ação, com um visual retro e roupas de couro (anos antes de Matrix), o filme não foi um grande sucesso, nem de público, nem de crítica... Mas merece espaço no Beco pela ótima trilha sonora! A história é simples: Ellen Aim, interpretada por Diane Lane, é a cantora da banda “Ellen Aim and the Attackers” e após um retorno triunfal para um show em sua cidade natal é seqüestrada por uma gangue de motoqueiros, the Bombers, liderada por Raven Shaddock (Willem Dafoe, este mesmo que vocês estão pensando, o Duende Verde, Nosferatu e outros) logo que termina a primeira musica do show, Nowhere fast. Este ato vil (boa essa, hein?) é testemunhado pela amiga Reva Cody (Deborah Van Valkenburgh), que logo liga para seu irmão, um mercenário e ex-namorado de Ellen, Tom Cody (Michael Pare, o ator de uma expressão só, o cara é capaz de entrar numa briga, apanhar e sair com a mesma cara). Com a ajuda de uma ex-soldado, McCoy (Amy Madigan), e do agente e a atual namorado da cantora, Billy Fish (Rick Moranis), o grupo parte para o resgate. No fim do filme Tom enfrenta Raven numa luta ao pôr do sol, numa referência clara aos faroestes. O filme ainda apresenta carros tunados, beijos na chuva, néons, trens na noite, perseguições de carros, brigas de gangue, e muito rock.
O grande barato do filme, como já disse antes, são as músicas. Durante a jornada em busca de Ellen, Tom e seus aliados encontram várias bandas que cantam durante o filme, quase como em um filme da Disney. A mais conhecida delas é “I can Dream about You” de Dan Hartman. Ainda dão uma canja no filme nomes como Ry Cooder e Jim Steinman. Uma pequena curiosidade, o nome do filme veio da música Strees of fire de Bruce Springsteen, que os produtores pensavam em colocar Ellem Aim cantando no fim do filme, mas quando Bruce soube que a canção era para outro vocalista, não permitiu o seu uso. Ellen Aim termina o filme cantando “Tonight is what mean do be young”. Para quem não viu o filme ainda, vale a pena uma olhada e uma escutada. Aí embaixo está lista de música do filme (todas elas podem ser encontradas na web), além, é claro, do trailer e de Ellen Aim and the Attackers cantando “Tonight is what mean do be young”: 1. Fire Inc. - "Nowhere Fast" 6:02 2. Marilyn Martin - "Sorcerer" 5:06 3. The Fixx - "Deeper and Deeper" 3:45 4. Greg Phillinganes - "Countdown to Love" 3:00 5. The Blasters - "One Bad Stud" 2:28 6. Fire Inc. - "Tonight Is What It Means To Be Young" 6:58 7. Maria McKee - "Never Be You" 4:06 8. Dan Hartman - "I Can Dream About You" 4:07 9. Ry Cooder - "Hold That Snake" 2:36 10. The Blasters - Blue Shadows 3:17
Esta semana tem post! Bom, este post era para sair semana passada, eu até comecei a escrever mas fui contratado para um arrombamento rápido e tive que atrasar um pouco. O delito desta semana começa com uma história: há um tempo atrás, vi o filho de um conhecido trepado em uma árvore, e brinquei com o moleque: fala aí, Tarzan! A resposta do garoto: Não, não! Eu sou o Eduardo...
Fiquei com isto na cabeça... a garotada de hoje não sabe quem é Tarzan... Mandrake... Flash Gordon... E agora, com o Beco do Crime, surgiu uma oportunidade de resgatar um herói da minha infância. E talvez, apresentá-lo a outros que ainda não escutaram falar do Rei das Selvas. Tarzan, criação do escritor Edgar Rice Burroughs, apareceu pela primeira vez no romance Tarzan of the Apes, de 1912. Na imaginação de Burroughs, Tarzan, apesar de filho de britânicos, cresceu na África, onde foi criado por macacos "mangani" após a morte de seus pais. Nascido John Clayton III, e de sangue azul, (por nascença, Tarzan é o Lorde Greystoke) recebeu este nome, que significa Pele Branca, dos macacos que o adotaram,. A história de Burroughs pode ser vista como uma adaptação moderna da tradição mitológico-literária de heróis criados por animais. Um dos exemplos mais conhecidos é a dos gêmeos Rômulo e Remo, que foram criados por uma loba e posteriormente fundaram Roma. Segundo Burroughs (o carinha aí da esquerda), a lenda de Tarzan começa na primavera de 1888, quando John Clayton, Lorde Greystoke, e sua esposa, Lady Alice, partem no navio Fuwalda para a África, em missão diplomática. Durante a viagem, a tripulação do navio se amotina contra o cruel capitão e o casal termina por escapar vivo devido a coragem e senso de justiça de Lorde Greystoke que em uma briga a bordo, fica do lado dos tripulantes, mas mesmo assim são abandonados numa região selvagem da costa da África. Lá, Lady Alice dá a luz a seu filho, o pequeno John Clayton, mas um ano após o parto, morre enquanto dorme e deixando a cargo do pai a tarefa de cuidar do pequeno bebê. Numa tarde o acampamento onde moravam é atacado por macacos, e no confronto com os símios, Lorde Greystoke termina falecendo. A criança, então, é adotado e criada por uma macaca. Durante a infância e adolescência, Tarzan acredita mesmo ser um macaco, e sofre por ser diferente dos outros. Mas, após várias brigas para ser aceito, ele torna-se líder da tribo, após confrontar e matar o líder anterior, que havia assassinado sua mãe adotiva. Mais tarde, encontra um grupo de pesquisadores americanos deixados na costa por marujos amotinados (aparentemente, era uma tradição do local...) e descobre então que não é um macaco. Tarzan trava amizade com o grupo, e conhece Jane Porter, filha de um professor americano. Com este grupo Tarzan aprende a falar inglês e começa a ler e a conhecer os princípios da civilização. Por coincidência (e recurso dramático de Edgar Rice Burroughs, é claro), no grupo encontrava-se seu primo, William Clayton, que havia herdado o título de Lorde Greystoke, e está para se casar com Jane, que tinha conquistado o coração do jovem das selvas. Tudo isto ocorre no primeiro romance do personagem e no final deste livro, Tarzan renuncia ao amor de Jane e ao título, por acreditar que ambos estariam melhor com o primo. Somente no romance seguinte, The Return of Tarzan, de 1913, o casal passa a viver junto. Dezoito livros de Tarzan foram publicados no Brasil a partir de 1933, na lendária coleção Terramarear. As traduções foram feitas por importantes escritores, como Monteiro Lobato, Godofredo Rangel, Manuel Bandeira e outros. Na década de 1970, oito volumes desta coleção foram relançados, com capas de Burne Hogarth (Os desenhos de Hogarth são simplesmente sensacionais, ele assume os desenhos do personagem, substituindo Harold Foster – de Príncipe Valente -, e demonstra estar a altura do trabalho). Os livros são: Tarzan of the Apes – 1912 The Return of Tarzan - 1913 The Beasts of Tarzan - 1914 The Son of Tarzan - 1915 Tarzan and the Jewels of Opar – 1916 Jungle Tales of Tarzan - 1917 Tarzan, The Untamed - 1919 Tarzan, The Terrible - 1921 Tarzan and the Golden Lion - 1922 Tarzan and the Ant Men - 1924 Tarzan, Lord of the Jungle - 1927 Tarzan and the Lost Empire - 1929 Tarzan at the Earth's Core - 1930 Tarzan, The Invincible - 1930 Tarzan Triumphant - 1932 Tarzan and the City of Gold - 1932 Tarzan and the Lion Man - 1933 Tarzan and the Leopard Men - 1935 Tarzan's Quest - 1935 Tarzan, The Magnificent - 1936 Tarzan and the Forbidden City - 1938 Tarzan and the Foreign Legion - 1947 Tarzan and the Madman - 1964 Tarzan and the Castaways - 1965 Estes são os romances do personagem, mas o que tornou Tarzan popular foram os filmes e as séries e as versões para quadrinhos. O primeiro Tarzan do cinema falado (o personagem começou no cinema mudo, sem o grito...) foi também o mais famoso: o nadador estadunidense Johnny Weissmuller, que encarnou o herói em doze filmes. O refinado lorde dos livros foi transformado por Weissmuller em um selvagem que conseguia apenas grunhir e emitir frases monossilábicas, do tipo "me Tarzan, you Jane" (que ele, a bem da verdade, nunca disse. O que ele disse no filme Tarzan, O Filho das Selvas/Tarzan The Ape Man foi, simplesmente "Tarzan... Jane", apontando para si mesmo e depois para Jane Porter). O nadador também foi o primeiro a emitir, o famoso grito de vitória de Tarzan. Esse grito, que seria reproduzido por todos os outros Tarzans não passava de uma hábil mixagem dos sons de um barítono, uma soprano e de cães treinados. (esta eu não sabia, imaginei que o cara tivesse um bom pulmão, mesmo...) Nos livros, Tarzan e Jane são pais do menino Korak, que chega à idade adulta nos romances finais. Mas no cinema por problemas de censura, afinal Tarzan e Jane não são casados, os dois “adotaram” uma criança, Boy. A filmografia de Tarzan é vasta, e junto com as séries de tv (a grande maioria ainda em preto e branco), chegam quase a 100 filmes. Merece destaque também o filme Greystoke: The Legend of Tarzan, Lord of the Apes de 1984, que lança para o estrelato o “highlander” Christopher Lambert, em uma versão bem realista, apresenta um Tarzan mas condizente com a realidade, nada dos personagens “bombados” que costumava aparecer nas séries, o trailer está aí embaixo para quem não conhece.
Tarzan apareceu, também, em um desenho animado de muito sucesso nos anos 80 na televisão (de vez em quando alguém ressucita esta série na tv, o último foi o SBT) e foi revisitado em 1999 pela Disney, com um visual idêntico ao tenista Fernando Meligeni, neste desenho alguns fatos tiveram que ser alterados. Por exemplo, no original o pai de Tarzan era morto por um gorila. Isto foi mudado, em reconhecimento ao fato cientifico de que gorilas nunca são violentos. Assim, o pai de Tarzan foi morto por um leopardo. E, graças à liberdade dada pela animação, este foi o primeiro filme a apresentar o personagem do mesmo modo que Burroughs o havia escrito, um homem que utiliza os movimentos de gorilas, leopardos, serpentes e diversos outros animais. As versões mais populares do personagem no papel, foram mesmo nos quadrinhos, em tiras dominicais e álbuns, primeiro desenhado por Harold Foster, como já disse antes e depois, a partir de 1947, substituído por Burne Hogarth, o maior ilustrador do herói. Influenciado por Michelângelo e pelo expressionismo alemão, Hogarth utilizou seus conhecimentos de anatomia para mostrar uma explosão de músculos, um turbilhão de movimentos, paisagens atormentadas mas vibrantes, selvas fantasmagóricas e raízes com formas monstruosas (eu tenho um destes albuns de Burne Hogarth, posso dizer que o trabalho do cara é algo fora de série, se ainda lembrarmos que o cara fez isto na década de 50, sem photoshop e cia., é de tirar o chápeu e reverenciar) O personagem ainda teve vários encontros com outros personagens do cinema e quadrinhos, como Batman, Superman, e até mesmo o Predador e Alien... algumas histórias bizarras que com certeza variam Edgar Rice Burroughs se revirar no tumulo, a última loucura, foi quando tentaram transforma-lo num motorista de táxi, em Nova York! Nesta série de tv, Jane era uma policial do NYPD, ô troço, esdrúxulo... Fica aí um sugestão, o material é bom, (excetuando os modernismos, é claro) se acharem algo para vender (livro, revista, filme...) podem comprar sem medo.
Bem galera, eu posso atrasar um pouco, mas estou tentando acertar isto... Tenho ficado acordado até tarde fazendo pesquisas para o Beco e e descobri que dormir tarde tem suas vantagens. Normalmente você não acorda cedo no dia seguinte (ou pelo menos não quer acordar...). Além de ser muito mais tranqüilo para trabalhar, os grandes crimes são cometidos na madrugada. Tenho zapeado bastante, mas a net tem trezentos e cacetada canais e pouca coisa que se salva... mas de vez em quando, você termina pescando alguma coisa que preste. Desta vez, eu "reachei" este programa...
Você já imaginou duas celebridades se pegando num ringue, sem regras, até morte? Já pensou, por exemplo a Madonna lutando com a Britney Spears? Tom Cruise contra Bruce Willis? Pois fique sabendo que alguém já pensou nisto. E o melhor de tudo, Eric Fogel e a MTV tornaram este sonhos realidades com Celebrity Deathmatch!
Feitos como animação de massinha, os episódios mostram as celebridades provocando umas as outras e brigando em um ringue de luta-livre, com muito sangue e uma excessiva quantidade de danos físicos (decapitação, empalamento, desmembramento e por aí vai...). A série foi ao ar de maio de 1998 a outubro de 2002 e ainda hoje passa ocasionalmente no canal. (Na internet é fácil de achar) Em 2006, houve uma nova leva de episódios. O elenco fixo tem dois comentaristas e narradores (como numa luta real), Johnny e Nick, um juiz, Mills Lane (Mills Lane é um juiz de verdade, que se tornou extremamente popular quando subia nos ringues durante a fase áurea de Mike Tyson) uma repórter, Debbie Matenopoulos, que visita os vestiários/camarins antes da luta (mais tarde. Debbie foi substituída por Tally Wong). A série é hilária, abusando do nonsense e da cara de pau, mostra estas celebridades em situações que satirizam seus filmes ou vida pessoal, por exemplo, em um confronto, Jennifer Lopez usa sua maior arma, como direi isto delicadamente? Bom, para ficar na moda, sua melancia, para atacar seu adversário. Injeções de botox, perucas, implantes, tudo é motivo de gozação e vira instrumento de guerra durante as lutas. Para deixar o gostinho, vou deixar aí embaixo três lutas, e as listas de alguns confrontos (ao todo são 243) e alguns grandes momentos:
1. Hanson vs. Spice Girls 2. Arnold Schwarzenegger vs. Sylvester Stallone 3. Jack Nicholson vs. Leonardo DiCaprio 4. Bruce Willis & Demi Moore vs. Tom Cruise & Nicole Kidman 5. David Duchovny & Gillian Anderson vs. Tommy Lee Jones & Will Smith (arquivo X vs Homens de preto) – Tommy Lee Jones e Will Smith são acidentalmente vaporizados por Will quando Tommy Lee só avisa no último segundo que ele estava segurando a arma de raios ao contrario... 6. Dolly Parton vs. Jennifer Lopez – As duas lutam com armaduras especiais, Dolly pode inflar os seus seios e Jennifer, bem, a melancia... Dolly Parton perde a luta quando os seios inflam demais e ela flutua para o espaço, terminando por explodir.... 7. Madonna vs. Michael Jackson 8. Al Pacino vs. Robert De Niro (neste caso os dois lutam como personagens de seus filmes, Pacino, representa Michael Corleone e De Niro, o próprio Al Capone) 9. Courteney Cox vs. Jennifer Aniston vs. Lisa Kudrow (friends) 10. Roger Moore vs. Sean Connery (007 vs 007) 11. Os três patetas vs. Os três tenores 12. Benito Mussolini vs. Roberto Benigni 13. Frankenstein vs. Lobisomem 14. Britney Spears vs. Christina Aguilera – As duas pop stars desmembram uma a outra, mas de alguma forma um braço continua se movendo, como não é possível identificar a dona do braço, então não há vencedora declarada. Além disto, as duas tem os cabelos presos junto no chamado: “Rado-de-cavalo da dor” 15. Anthony Edwards vs. Eriq La Salle vs. Noah Wyle (ER) 16. Hugh Hefner vs. Larry Flynt (Playboy vs Hustler) 17. Alfred Hitchcock vs. Steven Spielberg 18. Jack the Ripper vs. Sherlock Holmes 19. Anthony Hopkins vs. Jodie Foster (silêncio dos inocentes) – Jodie Foster é devorado por Sir Anthony Hopkins 20. Phil Collins vs. Sting 21. Angelina Jolie vs. Sandra Bullock – Sandra Bullock é cortado ao meio pelos lábios de Angelina Jolie 22. Linda Hamilton vs. Sigourney Weaver (Exterminador do futuro vs Alien) 23. Cynthia Nixon vs. Kim Cattrall vs. Kristin Davis vs. Sarah Jessica Parker (sex and the city) 24. Adam West vs. Christian Bale (Batman vs Batman) 25. Stephen King vcs J.K. Rowling
Quase que esta semana passa em branco também... Vários fatores têm atrasado os delitos, mas o principal é que não dá para postar qualquer coisa. Arrumar um assunto e fazer uma boa pesquisa toma tempo, este blog é feito com muito carinho e não pretendo fazer nas "coxas" só para dizer que fiz. Espero que vocês, comparsas (sejam os de sempre ou os ocasionais) gostem tanto deste espaço quanto eu. E, mãos a obra, vamos ao crime da semana.
Nascido nos céus, este jovem tem certeza que seu destino se encontra entre as nuvens. Mas esta certeza pode não se tornar realidade... Esta simples premissa serve tanto para Matt Cruse quanto para Connor Brokehart. Dois jovens heróis que vivem grandes aventuras na era vitoriana, mas que nunca se encontraram nem nunca se encontrarão, os dois são frutos de da imaginação de dois autores diferentes. Eoin Colfer e Kenneth Opel partiram de idéias similares para criarem duas histórias completamente díspares. Eu já conhecia o trabalho de Colfer do Artemis Fowl, então o que encontrei em Airman, a história de Connor, não foi uma surpresa, de diferente mesmo, apenas o tom mais sombrio e mais adulto, diferente de Artemis, Connor é um herói sofrido e melancólico, que reluta em assumir seu papel de redentor. Em Airman, conhecemos a nação de Great Saltee, uma ilha na costa da Irlanda que, com a ascensão de um jovem rei, descobre as maravilhas da modernidade, Connor é filho do melhor amigo do rei, o chefe da guarda de honra, Declan Brokehart, e passa os seus dias brincando no castelo com a princesa Isabela, mas com o espírito de cientista que herdou da sua mãe, começa a estudar com o aeronauta francês, Vitor Vigny, velho amigo dos seus pais e do rei. O menino que nasceu a bordo de um balão, tem especial interesse por aeronáutica e junto com seu tutor sonham em serem os primeiros a voar em uma máquina mais pesada que o ar. Mas as maravilhas modernas que o rei Nicholas trouxe para ilha não agradam a todos, Hugo Bonvilain, um dos mais influentes nomes do exército, não está nada satisfeito com a popularidade do rei e de suas ciências, e arma um plano para assassinar o rei, e de quebra estragar o futuro de Connor e seu pai. Vitor Vigny é morto quando tenta proteger o rei e acaba levando a culpa pelo assassinato, e Connor termina preso na ilha de Little Saltee, um presídio onde até hoje ninguém escapou. Apenas a sua inteligência e perseverança podem fazê-lo sobreviver para vingar seu amigo e salvar seus pais e sua princesa da sina que Hugo preparou para eles. Se continuar a contar, termino por revelar o final da história, quem lê o Beco, sabe que não é a minha praia estragar o fim das minhas recomendações, então: leiam o livro! Agora é hora de falar de Matt Cruse, personagem principal de Airborn, de Kenneth Opel. A primeira vez que ouvi falar de Airborn foi quando disseram que seria lançado um filme baseado no livro, descrição do enredo me chamou atenção e procurei saber mais sobre o livro. Terminei lendo o livro e gostei muito do que li. Aventura pura! Matt Cruse trabalha no dirigível Aurora, luxuosa aeronave que cruza os céus de uma fictícia era vitoriana. Tudo seguia o seu rumo quando durante um turno de vigia, Matt observa um balão em trajetória de colisão com o Aurora, em uma arriscada operação de resgate o jovem consegue salvar o balão e seu ocupante, que, fraco pelo tempo a deriva no balão, termina por falecer na enfermaria do dirigível. No seu diário Matt encontra os rascunhos de uma bizarra criatura alada, meio morcego, meio pantera. Na viagem seguinte, Matt descobre que a neta do balonista está a bordo do aurora, e quer provar que seu avô não estava louco e que as criaturas existem. Começa aí uma incrível aventura com piratas alados, seqüestros, acidentes. Novamente vou parando por aqui, fica a sugestão para vocês comprarem o livro, que não vão se arrepender. Para quem deseja saber mais, vale uma olhada no site do autor também: http://www.airborn.ca/ Se perguntarem qual dos dois eu recomendo, qual é melhor? É aquela velha história, estaria comparando alhos com bugalhos... a propósito, alguém já viu um bugalho?
Depois de uma semana sem novidades, o Beco está de volta, por enquanto sem abertura. Em breve, terei uma surpresa para vocês, aí em cima no começo do blog. Nesta semana, o Beco encontrou uma verdadeira raridade para apresentar a seus leitores, algo que me fez deixar a preguiça de lado e sentar na frente do computador para partilhar com vocês. (é verdade, semana passada não saiu nada, por pura preguiça minha, confesso...).
Já tem algum tempo que escuto falar em uma versão italiana do Homem-aranha, produzida nos anos 60, pela Alrugo Entertainment com direção Gianfranco Gatti e o astro Franco Franchetti - nomes mais famosos da produtora Este filme foi considerado uma das piores adaptações de todos os tempos, e assim como a versão de Roger Corman para o Quarteto Fantástico (merece um post no futuro...), nunca foi exibido nos cinemas ou chegou as locadoras. Mas a internet é uma maravilha... A única cópia conhecida do filme estava perdida, no fundo do oceano no Atlântico Norte, dentro do cofre de um cargueiro que afundou em uma viagem para os EUA. Graças aos esforços de dois italianos, Vivaldi e Verdi Alrugo, netos do produtor Alfonso Alrugo, que decidiram satisfazer o último desejo do avô e bancaram uma expedição submarina para recuperar os rolos do filme após mais de 30 anos. E agora, o filme está acessível a todos nós. Italian Spiderman está sendo exibido em forma de episódios no Youtube e na página do filme no mySpace. (http://www.myspace.com/theitalianspiderman). E agora, sem mais delongas o primeiro episódio de Italian Spiderman:
Após assistir aos episódios fica bem claro o porque desta pérola nunca ter chegado aos cinemas e a razão das carreiras de Giancarlo Gatti e Franco Franchetti terem ido para o espaço... Os trailers estão em http://www.youtube.com/user/dariotown junto com teasers e outros promos. Impressionados? Pois preparem-se, a história não termina por aí... leiam sempre as letras miúdas (os advogados não as inventaram por acaso...)
A Alrugo Entertainment é na realidade uma grande brincadeira. A produtora italiana foi montada por estudantes australianos de cinema da Flinders University, de Adelaide. Italian Spiderman é um trabalho destes estudandes. A história é toda uma grande farsa toda ela pensada para dar credibilidade ao filme , e por causa disto um grande barato!
Poucas novidades no Beco esta semana, mas ainda assim, novidades! Novo slideshow e agora o Beco conta com um sistema de busca do Google para ajudar os seus cúmplices. E um novo post. O delito desta semana tem um pouco de nostalgia e um tanto de novidade. Nos anos 90, o Cartoon Network lançou um série de vídeos chamada “Groovies". Inicialmente pensada para preencher os espaços entre os shows do canal, “Groovies” era um videoclip com músicas temas dos próprios desenhos, hits populares e outros nem tanto montados com uma reedição de imagens dos desenhos de sucesso da programação. Inspirado no sucesso que este tipo de montagem fez no programa Space Ghost Coast to coast, os Groovies trouxeram Dexter, Johnny Bravo, Zé Colméia e outras em animações diferentes do que se via normalmente no canal. O legal desta série é ver as releituras de temas clássicos em versões rock, dance, funk... e ver velhos desenhos em algumas animações nada tradicionais. Aí embaixo tem três "Groovies" para vocês sentirem o gostinho da brincadeira.
O Cartoon é um canal que sabe fazer muito bem a promoção de seus desenhos, é praxe do canal fazer dois personagens díspares se relacionarem em um comercial, sempre com muito bom humo e uma dose de sátira. Vale a pena sempre ficar de olho, pois tem muita coisa boa escondida na programação do canal.
Bom, galera, já é hora de dar um tempo nos trashs. Desta vez vou falar um pouco de livros. Acabei de ler o livro Mulheres demais, de Rex Stout. Mas antes que alguém possa pensar besteira, eu aviso logo que o livro é um policial e dos bons.
Rex Stout é um escritor americano com uma carreira singular. Menino-prodígio em matemática, Rex freqüentou a Universidade do Kansas, mas logo abandonou os estudos para se alistar na marinha, em 1927, mudou-se para Paris e se tornou escritor, com uma obra traduzida para 22 idiomas, morreu rico e feliz (particularmente, eu acho que se o cara morre, ele não pode estar feliz...) em uma villa a beira do mediterrâneo. Sua maior criação é o detetive Nero Wolfe. Nero Wolfe é gordo, pesa em torno de 130 kg, nunca deixa a sua casa seja para negócios ou prazer. Vive em Nova York, onde a maioria dos seus casos acontece. Mora com um cozinheiro e um escudeiro, bebedor de cerveja, passa grande parte do seu tempo entre os prazeres de uma boa mesa e uma estufa onde cultiva orquídeas. Wolfe é a antítese do detetive que costumamos encontrar na literatura, toda a ação é realizada e narrada pelo seu escudeiro, Archie Goodwin, que segundo palavras do próprio é “o coração, fígado, pulmão e estômago da atividade detetivesca de Nero Wolfe” – que entra apenas com o cérebro. Neste arranjo peculiar, Archie é responsável por coletar informações, procurar provas, fazer o contato com os clientes enquanto Nero Wolfe permanece em casa, “apenas” juntando as peças do quebra-cabeça e ocasionalmente passando ordens a Archie ou algum outro de seus colaboradores. Ao contrario das outras duplas de detetives, onde o ajudante quase sempre idolatra o chefe, Archie, apesar do respeito pelo gordo detetive, nem sempre concorda com as atitudes do seu patrão. Ele acha que muitas das decisões de Wolfe são deturpadas pelo seu comportamento anti-social. E funciona como um contraponto emocional a toda a racionalização de Wolfe. O detetive tem uma particular aversão por mulheres, para o gordo, as damas são sinônimo de encrencas, aborrecimentos e pistas falsas.
Neste livro, Wolfe e Archie se vêem as voltas com uma morte que pode ter sido ou não um assassinato ocorrido há mais de seis meses. Contratados pela empresa onde trabalhava o morto para descobrir se realmente ocorreu um crime, a dupla se envolve com mulheres fatais, mentirosos ciumentos, maridos traídos, funcionários insatisfeitos... E para grande desgosto do detetive, a maioria dos funcionários da empresa e dos suspeitos são do sexo feminino, fato que por sua vez, não abala nem um pouco Archie... Com uma total ausência de provas, mas os mais variados motivos para um crime, pela primeira vez, Nero Wolfe cogita ter encontrado alguém mais esperto que ele, até que um segundo assassinato muda o rumo da história.
Este já é o terceiro livro de Nero Wolfe que leio, e novamente, fui surpreendido pela trama. Diferente dos autores atuais como Joseph Finder, Brad Meltzer, David Baldacci e outros, Rex Stout não se apóia em uma correria frenética e reviravoltas muitas vezes absurdas. Este livro, para quem gosta de policiais, merece uma leitura. Quem gosta de uma boa trama e personagens cativantes deve travar amizade com Nero Wolfe e sua equipe, não tem como se arrepender. Algumas curiosidades, as histórias de Nero Wolfe já foram transportadas paras as telas em dois momentos: Meet Nero Wolfe e The League of Frightened Men. Além de mais recentemente ter virado uma série de TV com Maury Chaykin e Timothy Hutton nos papéis de Nero Wolfe e Archie Goodwin. E a mais legal de todas, John Lescroart, autor de inúmeros thrillers legais, em duas das suas obras (Son of Holmes (1986) and Rasputin's Revenge (1987)) sugere que Nero Wolfe seria filho de ninguém menos que Sherlock Holmes... isto explicaria as suas incríveis habilidades dedutivas. Hipótese apoiada por outros autores como William S. Baring-Gould e Philip Jose Farmer. Na verdade, Rex Stout nunca fez nenhum tipo de referência a este parentesco, mas para quem conhece as histórias de Sherlock Holmes e de Nero Wolfe esta a hipótese é bem viável...